
Uma bolha financeira acontece quando ações começam a ser negociadas a preços muito acima do valor real. Ou seja, quando há uma visão distorcida do valor desses ativos. O nome bolha vem justamente deste processo. Como ele é baseado em especulação, basta algo para a bolha “estourar”, causando uma queda brutal e rápida, deixando os investidores com um prejuízo alto. O que alimenta a bolha é tipicamente o comportamento de manada: investidores que se atraem pela popularidade do investimento e passam a comprá-lo– aumentando ainda mais sua popularidade. As bolhas costumam passar por algumas estágios comuns. Segundo o economista americano Hyman P. Minsky, especialista em crises financeiras, são cinco fases principais. 1) Deslocamento: momento em que os investidores começam a notar e se encantar com um novo investimento no mercado. Uma oportunidade de investimento com retornos aparentemente fáceis, por exemplo. 2) Boom: os preços começam a subir no início de forma lenta, mas logo ganhando impulso conforme mais investidores vão entrando no mercado. O ativo vai ganhando cada vez mais atenção, inclusive na imprensa, alimentando a atração dos investidores e o sentimento de que quem não colocar seu dinheiro vai perder a oportunidade. 3) Euforia: nessa fase, há uma sensação generalizada de otimismo em relação ao ativo e os preços disparam. A maior parte das pessoas sequer questiona a solidez por trás de seu investimento. 4) Lucro: quem vende no auge dos preços consegue ganhar muito dinheiro. O problema é que pouquíssimas pessoas conseguem perceber os primeiros sinais da bolha e entender que é hora de começar a vender antes que ela estoure – a maioria segue para a quinta e última fase. 5) Pânico: ao perceber o dinheiro começando a ir embora, outros correm para também vender seus ativos e os preços despencam ainda mais rápido do que subiram. A maioria dos investidores acaba com um prejuízo enorme.