O processo inicia-se a partir de uma base musical própria, construída na viola caipira ou no violão, a partir dos recursos técnicos que domino. Para aquilo que ainda não consigo executar instrumentalmente, recorro a vocalizações e assobios, como forma de esboçar ideias sonoras. Essas primeiras versões são registradas em gravadores simples de celular, com o objetivo de testar encaixes melódicos e rítmicos da letra. Em seguida, esse material é levado ao Moisés, o que facilita a organização das ideias e a preparação dos insumos para a etapa seguinte, realizada no sistema generativo Suno. Nessa fase, a elaboração dos prompts constitui um dos principais desafios do processo, pois a máquina nem sempre responde de imediato ou de forma adequada às intenções propostas. Torna-se, assim, necessário construir descrições detalhadas, verdadeiras “paisagens sonoras”, para que o sistema possa operar a partir de uma certa lógica composicional. Eventualmente, alguns dos resultados gerados são encaminhados para edição e refinamento em software de áudio, especificamente no Adobe Audition, integrando ajustes técnicos ao percurso criativo. Esse conjunto de procedimentos configura a metodologia adotada no desenvolvimento das composições.