
Na rotina dos relacionamentos, a proximidade muitas vezes cria uma armadilha silenciosa: confundimos intimidade com a liberdade de sermos descuidados e intolerantes. Tratamos os estranhos na rua com extrema gentileza, mas reservamos para quem mora conosco as sobras do nosso dia, o tom irônico e o silêncio punitivo. Um casamento não morre apenas por grandes crises; ele morre pelo cansaço de viver em um ambiente onde o respeito e o carinho foram empurrados para o fundo pelo piloto automático da rotina. Neste episódio, o professor Ronaldo Nezo faz uma reflexão contundente sobre o perigo de usar quem amamos como depósito para as nossas frustrações diárias.