
De que adianta existirem eleições diretas se elas podem ser fraudadas? Na Primeira República, fraudes podiam acontecer (e aconteciam!) em vários momentos do processo eleitoral. O controle sobre quem podia votar, a violência contra eleitores e as manobras para alterar resultados eram parte indissociável da disputa pelo poder. Neste episódio do Salvo Melhor Juízo, Thiago Hansen e Raquel Sirotti, com a participação da historiadora Cláudia Viscardi e do cientista político Paolo Ricci, conversam sobre como as oligarquias locais controlavam diferentes etapas das eleições e como as disputas em torno desse sistema levaram às reformas eleitorais e à criação da Justiça Eleitoral, em 1932, para construir condições reais de participação, garantir a liberdade de escolha dos eleitores e criar mecanismos capazes de proteger a legitimidade do processo. Disponível em todos os tocadores!