
"Eu não sei, é muito difícil ser utópico né, pensar sobre futuros assim. Eu inclusive parei de pensar sobre futuro durante a pandemia, porque parece inútil, porque parece que não faz sentido pensar no futuro nesse momento. Mas sendo bastante sonhador, aí por que não minimamente uma coisa parecida com que era antes do impeachment da Dilma, né? Sei lá, isso colocando uma coisa mais política. Mas que acabe também esse clima de polaridade. É importante se posicionar, não acredito no centrão também, mas essa necessidade de se afirmar o tempo inteiro como uma coisa, ou outra. Não pode se ter uma noção mais complexa das coisas, sabe? Sei lá, paz e aprendizado, como dizia a Karol Conka. (risos) Que as pessoas aprendam um pouco também com esse momento, aprendam a não eleger mais o Bolsonaro, nem nada parecido com ele. Mas como é perigoso pender para os extremos. Que a gente aprenda a tipo, considerar muito mais as coisas, antes de agir pela gente, sabe? A gente vive numa sociedade, a gente não vive dentro do nosso apartamento, da nossa casa só. Então, como também aí uma escolha que pareceu tão 'ai, é só mudar um pouco, que o Bolsonaro vai ser só mais um político'. O que significou para um país inteiro agora, sabe?" Bibi Marães, 21 anos, em conversa no dia 28 de maio de 2021. Transcrição da entrevista: https://saopauloisolada.com.br/2021/06/30/a-gente-vive-numa-sociedade-a-gente-nao-vive-dentro-do-nosso-apartamento/