
"A partir do momento que você orienta as pessoas a ficarem mais em casa, elas automaticamente entendem que elas devem ficar em casa, não devem passar no médico, não devem fazer a manutenção da sua pressão, da sua diabetes e tudo mais. O acompanhamento de alguns pacientes crônicos fica totalmente perdido. A gente não consegue ter a mesma segurança que a gente tem no atendimento presencial. A gente sentiu que, além das condições crônicas de… Questões biológicas, falando mais grosseiramente, diabetes, pressão e tudo mais, teve algumas pessoas que infartaram em casa e foi bem complicado. Mas a demanda de saúde mental, a gente percebeu que a demanda foi bastante reprimida também. Muitas pessoas tiveram surtos em casa, tentativa de suicídio, violência doméstica. Cresceu muito o número de agressões em casa. Agressão a todos os públicos no geral né, mulher, criança. Mas eu acho que a questão da saúde mental é uma questão que precisa ser abordada. A gente sente que a demanda foi bem reprimida e a gente sente que determinado período da pandemia começou a aparecer as demandas muito graves, muito graves mesmo de saúde mental. A gente ficava bem preocupado". Patrícia Barbosa, 27 anos, em conversa no dia 29 de maio de 2021. Transcrição da conversa: https://saopauloisolada.com.br/2021/07/02/a-gente-ta-vivendo-um-agravo-que-afeta-o-sistema-de-saude-como-um-todo/