
"Existiam pontos antes pandemia, pelo menos eu vivia de uma forma sem nem conseguir observar assim, que eu era muito corrida. Então, eu aprendi também durante a pandemia, a observar e falar mais "nãos". Sabe tipo, quando tá demais? Porque eu sempre fui essa pessoa que falei "sim" pra tudo e aí eu fazia tudo e fazia muita coisa. Até tipo os meus próprios projetos que eu mesma fazia comigo mesma, eu exagerava. Então esse ano eu tô mais assim. Eu tô super corrida com os projetos também, mas eu tô um pouco mais nesse lugar de aceitação mais plena. Então, beleza, alguma hora isso vai passar. Enquanto não passar, não dá para ficar chorando por aí né. Tudo bem, é importante chorar também e sentir a dor, mas é importante também conseguir atravessar os processos sem parar de fazer o que a gente precisa fazer. Então, chora minha filha, mas continua ai trabalhando e fazendo seus projetos, porque vai valer a pena no final". INá IÊ, 27 anos, em conversa no dia 1 de junho de 2021. Transcrição da conversa: https://saopauloisolada.com.br/2021/07/16/no-fim-da-pandemia-as-pessoas-vao-estar-com-muita-sede-de-arte/