
De que forma as desigualdades raciais atravessam o acesso aos serviços de saúde, os protocolos de atendimento e a produção do conhecimento científico no Brasil? No episódio 91 do podcast Saúde É Pública, a professora Mônica Mendes Gonçalves, do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, analisa a questão sob o ponto de vista estrutural, institucional e simbólico. A docente traz dados de suas pesquisas e exemplos -alguns chocantes- sobre as consequências das disparidades raciais no âmbito institucional e da saúde. “O racismo não é falha das instituições; é uma escolha. Está nos protocolos, nas normas e nas decisões cotidianas que mantêm a exclusão racial”, afirma. Os dados do Boletim Epidemiológico de Saúde da População Negra, publicado em 2023, são impactantes: a população negra apresenta maior mortalidade materna e infantil, menor cobertura vacinal e acesso precário aos serviços de saúde. Mais do que diagnosticar um problema histórico, este episódio convida à reflexão sobre os caminhos para a construção de um Sistema Único de Saúde (SUS) verdadeiramente universal, equitativo e comprometido com a justiça racial. Saúde É Pública – Episódio 91 🎧 Disponível no YouTube, Spotify e principais plataformas de áudio. Com Mônica Mendes Gonçalves ⚠️ AVISO DE CONTEÚDO SENSÍVEL: Este episódio discute os impactos do racismo na saúde e contém um relato sobre suicídio, localizado entre 18m50s e 21m50s. Caso seja um gatilho para você, pule essa parte. Se você precisa de apoio emocional, ligue gratuitamente para o CVV no número 188 ou acesse o chat em cvv.org.br.