
#SOA_054 | e aprendi que se depende sempre de tanta, muita, diferente gente Queride artista, A carta deste episódio nasce do entendimento, aprendido na marra e ainda no gerúndio, de que ninguém vive sozinha. Ninguém cria sozinha. E ninguém sustenta uma vida artística sem depender de outras pessoas. Essa é uma carta sobre tentativas. Sobre a pancada antes do aplauso. Sobre o samba como oração, a música como abrigo e o coletivo como estrutura de sobrevivência. Sobre imigração, ausência, ritmo, trabalho e a ilusão de que dar conta sozinha é prova de valor. Aqui, a arte não aparece como salvação heróica, mas como gesto humano, imperfeito, compartilhado, em roda. Com isso: novo grupo do WhatZapp do SOA, uma tentativa de expandir e trocar mais com a comunidade: https://chat.whatsapp.com/IJwmavgm3Ty3lzsA0IfTWM 💌 Uma carta pra quem: – anda cansada, mas segue tentando – sente saudade como parte do processo criativo – desconfia da ideia de sucesso individual – precisa de ritmo, não de aceleração– sabe que criar é depender. No fim, talvez sobre isso: não criamos sozinhas. E insistir nisso adoece. Mas quando a gente entende que é tanta gente onde quer que vá, o caminho fica possível. 🎶 Para ouvir junto (músicas que atravessam a carta): – Alcione – O Surdo – Alcione – A Voz do Samba (álbum, 1975) – Gonzaguinha – Caminhos do Coração – João Gomes – rentrevista Roda Viva – Martinho da Vila – Segure Tudo – Almir Guineto & Zeca Pagodinho – Lama das Ruas Playlist citada na carta: Canto Chorado 📖 Citações que acompanham o episódio: “Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas.” “É tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá" Gonzaguinha <3 Get full access to Se Organiza, Artista! at seorganizaartista.substack.com/subscribe