
O impasse sobre a herança de R$ 5 milhões de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, reforça a importância do planejamento patrimonial. Como o médico morreu solteiro, sem filhos e sem testamento, a disputa agora depende da Justiça para definir herdeiros ou o reconhecimento de uma união estável. No Espírito Santo, esse cenário de precaução avança: o número de testamentos cresceu 12,7% entre 2020 e 2025 (de 377 para 425 atos). Em relação a 2024, a alta foi de 5,4%, impulsionada pela facilitação do sistema digital e-Notariado. Sem testamento, a lei segue a ordem de sucessão: descendentes, ascendentes, cônjuge e, por fim, parentes colaterais (sobrinhos) até o quarto grau. Inexistindo herdeiros, os bens ficam para o Estado.