
Uma página mal passada, deslida, do caderno não foi transcrita, poesia recém-nascida, pobrezinha, ficou para trás, foi esquecida, largada como um bebê numa caixa de sapato; era tão bonita e nunca teve um leitor de fato, quão cruéis podem ser dois dedos ao esfregar umas folhas de papel! Deixaram uma obra-prima ao léu, uma trova com sabor de arco-íris e outras doçuras do céu, uma poesia que não se casou, nunca fez uma viagem de lua-de-mel, sequer noivou, nunca vestiu o véu, ficou para as traças, uma solteirona cerrada num pedaço de papel Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.