
Preciso eu, te escutar um pouco Parar... ouvir e não ter a reclamar A poesia de quem ouço, dita Deixa o corpo solto a imaginar No caminho descalço, de pés no chão Acariciando memórias, no coração Preciso saber, se mal digo Preciso sentir sem alaridos Por bem querer Pra não ficar rouco E, se me resta dizer alguma coisa Se, preciso de tantas palavras Quanto devo lavrar a dor, o perigo Ou quando devo te trazer ou te deixar Nos escritos, que cercam os ouvidos Sobre um verso dedicado, faço entender A úmida voz de quem trata o ferido Amanhece calada, Partida sem poder suspirar Preciso eu... te escutar em repouso Diante da flores que o vento soprar! VERSOS DOBRADOS erhi Araujo