
UMA ORAÇÃO-POEMA Desprovido, no teu mundo, nasci E dele despido me despedi… Não Me busques, pois, entre pratas Nem tampouco Me revistas de ouro Se tua carne tomei por minha Frágil e corrompível. Meu templo e palácio real São tua indigência, Remida com vida e sangue Na cruz, em teu chão plantada E ao céu apontada. Procura-Me, agora Entre acamados e encarcerados Em cada mendigo de pão e amor. Neles te chamo, esperando… E, aí ajoelhado, orante e amante Serás minha preciosa coroa.