
Antônio Frederico de Castro Alves (Fazenda Cabaceiras, Freguesia de Curralinho, Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, 14 de março de 1847 — Salvador, 6 de julho de 1871) foi um poeta brasileiro. Escreveu clássicos como Espumas Flutuantes e Hinos do Equador que o alçaram à posição de maior entre seus contemporâneos, bem como versos de poemas como Os Escravos, A Cachoeira de Paulo Afonso e Gonzaga que lhe valeram epítetos como "poeta dos escravos" e "poeta republicano" por Machado de Assis, ou descrições de ser "poeta nacional, se não mais, nacionalista, poeta social, humano e humanitário", no dizer de Joaquim Nabuco, de ser "o maior poeta brasileiro, lírico e épico", no dizer de Afrânio Peixoto, ou ainda de ser o "apóstolo andante do condoreirismo" e "um talento vulcânico, o mais arrebatado de todos os poetas brasileiros", no dizer de José Marques da Cruz. Integrou o movimento romântico, fazendo parte no país daquilo que os estudiosos chamam de "terceira geração romântica". O poema "O Adeus de Teresa" é declamado por Petrucio Chalegre, empresário, consultor de empresas, mestre zen budista e um amante dos livros, da literatura e da poesia. Nesta série de interpretações de poesias românticas, fez uso da dramaticidade típica dos poetas românticos - bastante diferente da técnica mais naturalista dos intérpretes atuais. A grandiloqüência dos versos de Castro Alves, declamados por ele próprio nos teatros de Salvador e em praças públicas, é o que busca Petrucio nesta atuação.