
À medida em que cresce o uso do aprendizado de máquina (que é a principal base da inteligência artificial contemporânea), aumenta a preocupação com suas consequências para a sociedade, principalmente em relação aos dados pessoais. Nada “inofensivos”, à primeira vista, os classificadores inteligentes baseados nesses dados podem reforçar estereótipos e diversas formas de discriminação, criar bolhas informacionais, propagar fake News e até mesmo induzir comportamentos. Se usados intencionalmente para fins inadequados ou abusivos, podem ferir direitos e liberdades fundamentais de maneira bastante contundente. Antes de tudo, os dados pessoais são como o “outro lado da moeda” da privacidade. Isto é, a privacidade é o direito imediatamente afetado pelo seu uso. Quando dados pessoais são utilizados em classificadores devidamente treinados, eles podem revelar sobre uma pessoa muito além daquilo que contêm. Quer dizer, mesmo informações aparentemente desconexas podem, em conjunto, possibilitar ao agente responsável por tomar decisões sobre o tratamento, o controlador, a conhecer mais sobre titular do que o informado. Créditos de produção e edição: NGB Produtora