
É um fenómeno incomum, embora não raro: artistas musicais que somam muitos anos nos cartões de cidadão, mas cuja qualidade musical parece reforçar-se com o passar do tempo. Como se explica que alguns músicos permaneçam tão relevantes no panorama artístico, e continuem a criar obras-primas culturalmente relevantes de forma sucessiva, estendendo indefinidamente o seu período áureo? Entre as carreiras repletas de longevidade e vitalidade, falamos de músicos que aprimoram a sua arte ao longo de décadas (David Bowie, Nick Cave, Björk); outros com regressos inesperados que conservam o seu brilho (ABBA, Lena D'Água, Slowdive); outros, como Tony Bennett, e mesmo em estado avançado de doença, continuam a sentir-se realizados apenas a fazer o que mais gostam. Que jovens artistas de hoje poderão gabar-se de - daqui a 20 ou 30 anos - terem o seu nome entre esta restrita elite de mérito criativo sem prazo de validade? Timestamps: O que andamos a ouvir (02:59); A idade não perdoa? Artistas que envelhecem como o vinho (13:23); Recomendações de álbuns (54:27). Playlist do episódio (no Spotify) Fiquem connosco e mandem-nos sugestões: Instagram | Facebook | Youtube