
Não me lembro, em minha meninice , de ter gostado [muito] de ler ou escrever sobre minhas vivências! Poesia era coisa de menina… e meus mais velhos faziam questão de que eu interiorizasse isso. Cresci em um ambiente onde as tarefas eram muito bem delineadas entre meninos e meninas, entre homens e mulheres, entre senhores e senhoras. Como garoto, não me era incentivada a leitura ou a escrita, no entanto , nunca me faltou fomento aos estudos. Sem 'perder' um ano escolar sequer, passei pela educação infantil, primário e ginásio (sim! Sou dessa época…), ensino médio, graduação, pós-graduação. Nunca me apresentaram literatura como paixão, apenas como obrigação de aprender para passar de ano. Mas o mundo dá volta e pessoas maravilhosas foram chamadas pelo sagrado a fazerem parte da minha vida até aqui. No Final de 2019, começou a tão temida pandemia do, ainda desconhecido, Coronavírus. Entre isolamentos e distanciamentos, máscaras e álcool em gel, me vi diante de um dilema: escrever ou surtar! Incentivado pela mulher preta, professora, mestra em educação, poeta e mãe, Gilmara Belmon, a qual chamo carinhosamente de madrinha e mãe de minha poesia, comecei, primeiramente, a por no papel e, mais tarde, a publicar as minhas escrevivências nas minhas redes sociais. Como sempre falo, e me reconheço assim, sou neopoeta da pandemia. Brincando, brincando, recebo feedbacks muito importantes, carinhosos e emocionados, relatando como os meus primeiros escritos ajudam a amenizar as dificuldades desses tempos tão sombrios e incertos. Solitudes Poéticas: Neopoesia de um poeta de outro dia... é um presente, sobretudo para mim mesmo. É a certeza de que podemos nos dedicar a uma nova paixão em qualquer momento, em qualquer idade, em qualquer circunstância. Desejo que você aproveite este livro da melhor forma que desejar e achar aprazível. Desejo mais ainda, que você esteja e permaneça bem, seguindo as orientações e protocolos de segurança - enquanto ainda houver pandemia no mundo. Por fim, comungo com o desejo de minha madrinha, o qual compartilho contigo: “Que a minha poesia ilumine a muitos!” Ótima Leitura... Joelson Gama