
Não é nenhum segredo que vivemos em uma sociedade machista, onde os homens costumam sair privilegiados de qualquer situação. Se duvida disso, basta checar os rumos da história. As provas vão desde a conquista do direito de votar até a batalha por reconhecimento em diferentes áreas. De fato, muita coisa foi conquistada, mas falta muito (mesmo) para dizermos que é um mundo justo. O mundo da música é um ótimo (ou, nesse caso, péssimo) exemplo de como essa discrepância entre gêneros ainda existe e é assombrosa. Pode ser no backstage ou muitas vezes até mesmo nos palcos. É raro vermos um processo musical inteiro, da composição à divulgação, passando pelos procedimentos de estúdio, feito inteiramente por mulheres. Um estudo, feito em 2019 pela USC Annenberg Inclusion Initiative, levou em conta o recorte de cerca de 700 hits de sucesso lançados entre 2012 e 2018 para ilustrar essa diferença entre gêneros. Do total, de acordo com o levantamento, 21,7% dos artistas eram mulheres. A coisa piora quando adentramos mais no processo de criação. Apenas 12,3% entre todos os nomes creditados pelas composições eram mulheres. Já em relação ao total de produtores, o número é ainda menor: 2,1%. Por isso convidamos vocês a mergulhar e escutar de cabeça aberta a conversa de hoje. Que conta com a participação de Theska Lima.