
“Ao redor do mundo, mulheres representam menos de 25% dos cargos parlamentares e somente 12% dos líderes de governos são mulheres. No Brasil, vigora por lei o sistema de cotas eleitorais. Nas eleições proporcionais, para as câmaras de vereadores, as assembleias legislativas e o Congresso Nacional, os partidos são obrigados a apresentar uma porcentagem mínima de 30% e máxima de 70% para candidaturas de cada gênero. O objetivo, portanto, é criar um equilíbrio entre os gêneros nas eleições, levando os partidos a terem pelo menos 30% de candidatas mulheres. Essa política, no entanto, tem sido alvo de diversas irregularidades: partidos criam “candidaturas fantasmas” ou “laranjas”, incluindo nomes de candidatas mulheres apenas para preencher os requisitos legais, sem distribuir recursos de campanha. Nos últimos anos, duas leis foram instituídas com o intuito de desestimular essa prática: (1) as campanhas de mulheres devem receber, pelo menos, 30% dos recursos do fundo eleitoral e do tempo de propaganda e (2) a quantidade de recursos deve ser proporcional ao número de candidatas (isto é, se o partido tem 40% de candidatas mulheres, elas devem receber 40% dos recursos de campanha). Apesar disso, a participação das mulheres no sistema político continua extremamente baixa. Atualmente, menos de 15% dos membros da Câmara dos Deputados são mulheres — abaixo da média de 26% para a América do Sul —, enquanto apenas 12% dos municípios têm uma líder mulher. Dados de outubro de 2020 mostram o Brasil em 143º lugar no ranking mundial de participação feminina em parlamentos nacionais.” Por isso convidamos vocês a mergulhar e escutar de cabeça aberta a conversa de hoje. Que conta com a participação de SONIA FORTALEZA.