
Os indicadores epidemiológicos internacionais referentes à prevalência da síndrome fibromiálgica são variáveis, de acordo com os tipos de estudos, do método, da população analisada; no entanto, varia entre 0,7% e 5% na população em geral2. Já em um estudo brasileiro, a prevalência da FM é de 2,5% na população, a maioria do sexo feminino, numa proporção de 8:1, sendo que 40,8% delas pertencem à faixa etária de 35 a 44 anos de idade; entretanto, pode-se manifestar em crianças, adolescentes e indivíduos idosos. Em alguns países da Europa, os índices de FM chegam até a 10,5% na população adulta. Essa condição é comumente observada na prática clínica diária e é uma das principais causas de consultas referentes ao sistema musculoesquelético. Ressalta-se que, na abordagem da atenção primária à saúde, os pacientes com fibromialgia são encaminhados para especialistas, o que deflagra uma dificuldade na precisão da conduta e os impede de iniciar o tratamento de imediato. Além disso, a falta de uma estratégia clara de tratamento faz com que esses pacientes passem por diversas especialidades, investigações exaustivas, prescrição de vários medicamentos para tratar sintomas diferentes. Esse processo gera não somente atrasos no diagnóstico, mas, sobretudo, contribui para o aumento da incapacidade física e, consequentemente, maior utilização de recursos da área da saúde. Ressalta-se que mulheres fibromiálgicas possuem um perfil psicológico com nível de exigência muito alto, geralmente são perfeccionistas e possuem transtorno obsessivo-compulsivo, fazendo com que a sobrecarrega de atividades seja ainda maior, pois, acabam assumindo excesso de trabalho.