
CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O TERCEIRO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE A NATUREZA DA ALEGRIA CRISTÃ. 3º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: ORIGEM E NATUREZA DA ALEGRIA CRISTÃ. Talvez se possa dizer que na alegria não se manda nem ela pode ser fruto de raciocínio, ou é espontânea ou não é. Isto poderá ajudar a todos nós a nos fixarmos melhor sobre a origem e a natureza da alegria cristã. O homem comum vive contente, quando a realidade, as decisões alheias ou os acontecimentos estão de acordo com os seus desejos; o cristão, por seu lado, está alegre desde que os seus desejos estejam de acordo com a vontade de Deus. O primeiro apenas sente prazer, quando “tudo lhe corre bem”, enquanto que o segundo descobre a forma de ser feliz mesmo quando “tudo lhe corre mal”. Será isto uma fantasia? De modo algum. A alegria do cristão é real, tem a sua fonte em si próprio, é um dom de Deus ou, como dizia S. Paulo, é o fruto do Espírito em nós próprios (Gal 5,22) que explica a sua espontaneidade. [...] O cristão deve aceitar tudo de bom agrado, a felicidade ou a infelicidade, o doce e o amargo, a saúde e a doença, a bonança ou a tempestade. E deve aceitar tudo de bom grado, porque, com a ajuda de Deus, poderemos fazer com que tudo o que nos aconteça sirva para o nosso bem ou para o bem dos outros. O olhar de Deus segue a todos em todos os acontecimentos, quaisquer que sejam, e não há um único pelo qual não possamos realizar os seus objetivos. Até mesmo os dias maus trazem a sua pequena alegria a quem confia em Deus; o ardor alegre na adversidade ou, pelo menos, a canção que acompanha o trabalho, o ímpeto interior que resiste ao perigo ou ao duelo ou, simplesmente, a poesia que transforma as miseráveis desventuras quotidianas. Os homens ficam tristes, porque não compreendem ou não aceitam. Mas o cristão entrega-se ao Pai Que sabe e Que decide, ao Deus Que distribui os dias de sol ou de tempestade, ao delicado Artista Criador Que imaginou os espinhos para proteger as rosas; sim, sem dúvida alguma, mas ainda se coloca mais à disposição de “Deus Que Se fez homem para que o homem chegasse a ser Deus”. “Para que o homem comesse o pão dos anjos, o Senhor dos anjos se fez homem.” E com esta frase de Sto. Agostinho descobrimos o grande segredo da alegria cristã. [...] “Depois da Encarnação, já não devemos admirar mais nada” escreveu um autor do séc. XVII. Nenhuma maravilha poderá igualar aquela e já não temos que nos admirar com nada. Pois, que mais poderíamos desejar? “Deus Pai que não poupou o próprio filho – escreve S. Paulo – mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas?” (Rom 8,32). [...] Quem acredita na Encarnação do Filho de Deus já não tem medo da cruz, está “sempre alegre”. Esta obrigação do Apóstolo deveria ser ouvida em toda a terra nestes momentos da história em que tanto se ouve as chamadas pelo uso das armas, apelos incessantes pela desconfiança mútua e ao ódio de muitos corações duros. “Sejamos os mais fortes e os mais tenazes”, dizem uns. E outros continuam “Sejamos os mais audazes e os mais hábeis”. Estes inúmeros povos, condenados talvez a matar-se uns aos outros, poderiam recuperar instantaneamente a paz e a felicidade: bastaria que todos pudessem ouvir e compreender a mensagem de Emanuel - Deus conosco: “Alegrai-vos porque Deus está no meio de vós”. CRÉDITOS Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf Imagem: https://br.pinterest.com/pin/7529524364173397/visual-search/?x=0&y=4&w=385&h=523&cropSource=4&surfaceType=flashlight&full_feed_title=Obras%20de%20arte&rs=pin Trilha sonora: acervo pessoal.