
Graça e a paz, o Senhor Jesus esteja conosco. Irmãos, hoje nós vamos entrar no capítulo 15 de 1 Coríntios e Paulo vai usar todo esse capítulo, um capítulo extenso de 58 versículos para falar sobre a ressurreição dos mortos. Paulo se afadiga em ensinar a igreja de Corinto sobre a necessidade de entendermos que a ressurreição de Cristo foi necessária. Ele também vai se esmerar em ensinar à igreja como será essa ressurreição, como será o corpo ressuscitado, como se dará essa ressurreição dos mortos naquele grande e maravilhoso dia de Cristo Jesus. E por que que Paulo, ele tem essa necessidade de falar sobre esse tema? Porque a igreja de Corinto era muito influenciada pela filosofia, pelos gregos, pelos filósofos e eles tinham em mente que falar de ressurreição era um retrocesso, porque os filósofos, os gregos, eles afirmavam aquilo que nós chamamos de dualismo. O que que eles diziam? Que a matéria, esse corpo é mau, é um corpo ruim e a alma que é boa está enclausurada, presa dentro dessa matéria má e corrupta. Então quando acontece a morte, há uma libertação dessa alma, dessa matéria má e então a alma, ela pode seguir o seu curso, o seu plano e ela pode então experimentar a liberdade desse corpo ruim. Então por causa dessa ideia, dessa ideologia muito recorrente, é que Paulo vai mostrar a necessidade de nós falarmos sobre a ressurreição, porque pra eles ressuscitar era a alma voltar a ficar presa dentro de um corpo mau. Então pra eles era de alguma forma impensável falar sobre esse assunto e Paulo vai mostrar como que a ressurreição ela é crucial, como que não falar de ressurreição é negar os pontos centrais da nossa fé e do evangelho do Senhor Jesus. Paulo também vai mostrar como se dará essa ressurreição e essa é uma dúvida que nós também por vezes temos. Talvez a gente não consiga chegar nesse ponto hoje, mas Paulo vai falar sobre como esse corpo será ressuscitado, com o que nós vamos parecer, como se dará esse corpo que será ressuscitado por Cristo no último dia, no momento da sua volta. E essa ideia de imortalidade, de vida além do túmulo é muito antiga. Todos os povos já pensaram, já validaram, já estudaram e as diferentes culturas de alguma forma já tentaram entender como funciona essa ideia da imortalidade da alma. E a doutrina da ressurreição, ela não é algo que foi fomentado pela mente humana, ela é bíblica. Quando nós vamos para a Bíblia, a Bíblia vai falar sobre a ressurreição dos mortos, não é apenas uma tradição, é um fato que o Senhor Jesus chancela, que a Bíblia escreve e que deve ser então objeto do nosso estudo. E falar sobre a ressurreição dos mortos é conforto e esperança para nós que estamos vivos. Paulo vai falar, ele vai tocar nesse tema sensível, porque quando nós falamos de morte, geralmente nós somos nutridos por tristezas, por dores, por mágoas e por tantas outras situações que envolvem falar de morte, não é um assunto confortável. E hoje, de alguma forma soberana, nós vamos falar sobre ressurreição, tanto agora, como também vamos falar sobre ressurreição no cú da noite. Então, a gente vai ver pelas escrituras que falar de ressurreição é algo que traz conforto e esperança, porque a vida do crente não se limita apenas a essa vida aqui. Não podemos acreditar que a nossa vida, ela vai se restringir a esse plano em que nós estamos vivendo. Então, nós vamos entender isso a partir da palavra de Deus. E a gente sabe que existe um choque, principalmente por aquilo que os espíritas, eles argumentam, que é a reencarnação. A gente sabe que esse não é um tema bíblico, a gente sabe que a Bíblia não fala sobre reencarnação, pelo contrário, o autor de Hebreus vai afirmar que a nós está o morrer apenas uma vez e depois disso vem o juízo. Então, não existe essa ideia de que há uma reencarnação, há uma segunda oportunidade, uma segunda vida, há um outro plano em que nós somos, então, trazidos de volta para viver em outro corpo, viver em outras realidades, isso não existe, biblicamente isso não é fato e nem verdade, é uma manipulação diabólica para fazer as pessoas perderem a esperança daquilo que é a palavra de Deus. Então, a gente lida com isso, porque muita gente acredita, muita gente acredita na reencarnação, muita gente acredita nos espíritos que ficam vagando, procurando a luz, procurando resolver as pendências que não foram resolvidas em vida e a gente sabe que pela palavra de Deus essas coisas não são verdades e a gente precisa ser bíblico ao falar sobre esse tema. Nós precisamos abordar esse assunto a partir do que a palavra de Deus vai nos ensinar. E quando a gente fala sobre a ressurreição, talvez muitos vão pensar que por causa do pecado que Adão e Eva cometeram no jardim e foi por causa do pecado que a morte se instalou, porque o Senhor na ordem da criação foi muito claro, direto e específico para o casal, no dia em que vocês comerem do fruto que é proibido, vocês vão morrer. Então, por causa da desobediência do pecado de Adão e Eva, o pecado foi instalado no mundo, por causa da desobediência deles há a morte, a morte é uma consequência inequívoca do pecado. E quando nós olhamos para isso, para o que Adão e Eva cometeram de então trazer a maldição da morte, nós pensamos que os planos de Deus foram frustrados por causa do que aconteceu, mas a gente vai perceber pela palavra do Senhor que, na verdade, a ressurreição é a providência de Deus para com relação à morte e o pecado. Então, você consegue entender que falar sobre ressurreição é crucial para a nossa teologia bíblica, falar sobre a ressurreição é de extrema necessidade. O credo apostólico, lá no finalzinho, e você conhece o credo apostólico que é, creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, você com certeza já ouviu essa proclamação, é uma das declarações mais antigas que existem da fé cristã e ela encerra-se afirmando o seguinte, creio na ressurreição do corpo e na vida eterna. Então, desde muito tempo há essa crença fiel, eu creio, eu creio que vai haver a ressurreição do corpo e eu creio na vida eterna. A nossa confissão de fé, ela também diz assim, todos os santos que pelo Espírito de Deus e pela fé estão unidos a Cristo, têm com ele comunhão nas suas graças, nos seus sofrimentos, na sua morte, na sua ressurreição e na sua glória. Então, a comissão de Westminster, eles quando reunidos, eles disseram, nós participamos com Cristo, participamos da sua glória, mas nós também participamos do seu sofrimento, nós participamos com Cristo da sua morte, mas participamos também com ele da sua ressurreição. Então você vê que historicamente a crença da ressurreição, ela é bíblica, ela é válida, ela existe, ela é falada e ela é tratada e a gente precisa entender também que falar sobre ressurreição, nós estamos aqui falando sobre a ressurreição dos santos, que são aqueles que vão ser ressuscitados com Cristo, são aqueles que serão levantados dos seus túmulos, os corpos ressuscitados, unirão-se às suas almas e nós gozaremos para sempre do novo céu e da nova terra, mas precisamos lembrar que a ressurreição também vai acontecer para os ímpios, a ressurreição vai ser um evento geral. E alguém pode ler para mim Daniel, capítulo 12, Daniel 12, versículos 1 e 2. Então você vê que Daniel, ele já expressava isso, que vai haver a ressurreição daqueles que dormem no pó, para uns a ressurreição vai ser para onde? Para a vida eterna, mas para outros vai ser para a vergonha e para o horror eterno. Então a ressurreição ela é tanto bênção para aqueles que estão em Cristo, como também vai ser horrível para aqueles que morrem sem Cristo. Então a ressurreição ela não vai ser para um grupo específico, a ressurreição vai ser geral, global, ela vai abarcar todas as pessoas indistintamente, a ressurreição é para todas as pessoas. Mas a gente vai perceber que tudo isso para nós que somos crentes é segurança, é confiança, é esperança, é deleite na presença do nosso Senhor e Salvador Jesus. A gente encontra na palavra de Deus, o Senhor Jesus fazendo essas afirmações de que nós vamos ressuscitar para algo superior, para algo que vai além. Por exemplo, lá em João 14, Jesus vai dizer, na casa de meu pai há muitas moradas, ele está trazendo uma afirmação para nós, eu vou, mas eu vou voltar para buscar vocês, vai haver o tempo certo em que vocês serão ressuscitados e estarão comigo na casa do meu pai. Paulo vai afirmar em Filipenses capítulo 3, a nossa pátria está onde? Nos céus, a nossa pátria não é aqui. Aqui não é a nossa morada final, nós estamos de passagem, o autor de Hebreus vai dizer, na verdade não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Então, a Bíblia ela vai mostrar para nós que a nossa esperança, ela não vai se resumir a esse mundo, mesmo que a gente passe pela morte, nós sabemos que um dia ressuscitados estaremos com Cristo na nossa pátria, no nosso lar celestial para sempre com Ele. Então, essa é a esperança que move a igreja, que move o coração do crente. Amém irmãos? Apenas a título de introdução para que a gente entenda a razão pela qual Paulo vai falar sobre a ressurreição e essa esperança gloriosa que acomete a todos os cristãos. Paulo começa, então, o capítulo 15 de 1 Coríntios, dizendo assim, Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais, por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vô-la preguei, a menos que tenha escrito em vão. Paulo começa fazendo uma repetição daquilo que ele já havia dito e a gente sabe que nós aprendemos por repetição, nós ficamos insistindo quando há um bebê, a gente fica ali na cabeça do bebê, fala mamãe, fala papai, até que de tanto nós repetirmos essas palavras, o que acontece? Uma hora eles falam, uma hora eles vão falar, a repetição ela é necessária porque é por meio dela que nós aprendemos e conseguimos guardar todas essas coisas na nossa cabeça e Paulo ele está falando, irmãos, eu já falei sobre esse assunto com vocês, mas eu vou precisar repet