
Se tem, com amparo em Freud, que formação do analista é composta pelo tripé: análise pessoal, estudo teórico e supervisão clínica. Sendo a análise pessoal a base dessa formação, mediante a qual analistas em formação têm acesso a um tipo de saber o qual não pode ser acessado por outro meio que não a vivência enquanto analisante. Em Freud, assim como em Lacan, pode-se notar, ainda, a ênfase na não formatação da formação a ponto de se fazer com que ela se aproxime de outras formações profissionais embasadas em um discurso universitário, regido por uma série normatizações que se relacionam a uma ética que não a do desejo. Apesar dessas considerações que são, de certa forma, de entendimento comum a diversos psicanalistas, a questão da formação tem sido alvo de discussões constantes. Em vista disso, gravamos este episódio em parceria com Gleisciane Oliveira, do @descomplicandopsicanalise , e com Fernanda Nóbrega (@fernandanobrega.psi), com o tema a "formação do psicanalista".