
Você já parou para pensar que inúmeros sujeitos têm sua sobrevivência imediata ameaçada ainda que exerçam alguma função produtiva com retorno financeiro? Os desafios impostos pelo estágio neoliberal do capitalismo na América Latina são muitos, e sua superação é questão de vida ou morte para uma parcela dos trabalhadores latino-americanos. Um exemplo disto é o trabalho de terceirizados e terceirizadas no Brasil, isto é, de trabalhadores e trabalhadoras contratados diante da presença de um intermediário na relação entre trabalhador e a organização que lhe aproveita a força de trabalho. Tais trabalhadores, que experenciam a precariedade em seu trabalho, bem como a “flexibilização de direitos trabalhistas”, estão situados em situações de insegurança generalizada, como àquelas relacionadas a continuidade de seu trabalho e ao recebimento do que lhe é devido para garantia de sua sobrevivência imediata. Ainda que frequentemente, a terceirização esteja associada ao esfacelamento de lutas coletivas, Scherer (2017) lança um olhar acerca desse fenômeno, a partir de Rauber, que possibilita reflexões que podem auxiliar na mitigação destes efeitos deletérios à vida dos trabalhadores e trabalhadoras em questão.