
Faz pelo menos dez anos que eu leio — e até publico — notas na Tracto baseadas em posts estrangeiros que defendem a ideia de que newsletters e email marketing não morreram. Eu continuo concordam com elas. Mas o mercado muda e eu vou mudando a forma com a qual eu concordo com essa afirmação. Mas primeiro deixa eu trazer o dado que eu li agora, em fevereiro de 2020, de um site chamado Social Barrel. Em defesa do email marketing, ele diz que, segundo uma pesquisa, 49% das pessoas aceitam receber emails promocionais desde que eles sejam enviados de suas marcas favoritas. O post do Social Barrel é honesto. Ele pondera acrescentando dados de uma pesquisa da Radicati, segundo a qual uma pessoa comum recebe nada menos que 126 emails por dia. É mensagem demais, o que nos obriga a ignorar a grande maioria delas. Quero compartilhar, então, algo que fiz em 2019 e que recomendo a qualquer pessoa. Tirei uns dias para fazer uma imersão no nosso mailing. Não precisei de muita investigação para concluir 35% do meu mailing não abria uma mensagem havia dois anos. Apaguei sumariamente aquelas pessoas. Com mais um pouco de investigação, fui limpando pessoas que ou abrem pouco os nossos emails ou que simplesmente não são o nosso target. Assim, limpei outros 35%. Sim, acredite: deletei 70% dos cadastros que tínhamos em nosso perfil. Você ouviu certo: de cada 10 pessoas na nossa base, apaguei 7. Sabe o que aconteceu depois disso? Só coisas boas. Por uma questão de pura matemática, as taxas de abertura e clique explodiram positivamente. Obviamente, todas aquelas taxas negativas de cancelamento, report de SPAM, retorno de email e afins simplesmente zeraram. No final das contas, o número total de aberturas que temos é mais ou menos o mesmo. Porque as pessoas que abriam os nossos emails e clicavam nos links continuam lá. E a quantidade de negócios gerados se manteve intacta. Vamos esperar mais uns meses porque não duvido que, com mais produtividade, ela também cresça. Hoje, fico muito mais confortável ao mandar um email. Dá a sensação de que 100% da base "é de casa". Nunca mais recebi um email de retorno indesejado — ainda que eu tenha a consciência limpa, pois jamais comprei uma base. De quebra, adotei um processo interno. Coloquei um alerta em minha ferramenta de cadastro de emails. Olho um a um os cadastros que chegam. Quando noto que aquele cadastro está fora do perfil do meu público, eu vou lá e o deleto. Me reservo o direito de fazer isso. Por que deixar a louça suja acumular novamente na pia se poço ir lavando prato por prato? Como takeaway, tenha sempre em mente que qualidade é o nome do jogo. Links: http://socialbarrel.com/is-email-marketing-still-relevant-in-2020/123648/ e https://www.radicati.com/wp/wp-content/uploads/2015/02/Email-Statistics-Report-2015-2019-Executive-Summary.pdf