A atriz (e cantora) Sílvia Filipe veio ao TEATRA. Com uma carreira de mais de três décadas, estreou-se profissionalmente no Teatro da Garagem, construído um percurso marcado pela versatilidade e pela capacidade de se metamorfosear em palco. A conversa com a Mariana Maia de Oliveira começa pela relação com a voz e o lugar particular que o canto ocupa na sua vida. Falam de autoestima, das várias personagens que Sílvia foi interpretando ao longo de uma longa carreira, das peripécias e da exigência de decorar texto, "enquanto o texto não está adquirido, a minha alma não sossega", da importância de trabalhar e, principalmente, de se rodear de "pessoas boas". Recorda a ida para a capital ainda muito jovem, a referência do Parque Mayer, de Marina Mota, e revisita com carinho a interpretação de Adília Lopes num espetáculo de Ricardo Neves-Neves construído a partir de uma seleção de textos da obra da escritora. Atualmente em ensaios com a Formiga Atómica para 'Uma Mosca no Nosso Chá', com estreia marcada para 30 de outubro, na Culturgest, olha para o seu percurso com um lado mais introspetivo, consciente da intensidade com que se vive e da rapidez com que os dias e os anos passam. Uma conversa para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais. Sugestão Cultural: 📖 'Estar em Casa' - Adília Lopes 📖 'O Mel sem Abelhas' - Judite Canha Fernandes