
Quando falamos de maternidade, entramos em um universo que está se empoderando cada vez mais: o universo feminino. As mulheres estão tomando seu lugar tanto do ponto de vista de poder de decisão, que vai muito além de questões econômicas ou financeiras, quanto com relação ao seu posicionamento na sociedade, sua importância na formação dos indivíduos, na essencialidade da presença feminina de forma positiva, cheia de coragem, de força e de discernimento. A magnitude de gerar uma pessoa dentro do próprio corpo e de a amar para além de qualquer medida, de desejar o bem e de se aprimorar é algo que, as mães, podem perceber mais claramente a cada dia. A forma pela qual as mães conseguem amar seus filhos, auxilia e, em muitos casos, define a personalidade deles e como eles vão atuar quando adultos no mundo. Ocorre que, junto com tudo isso, vêm muitas polêmicas e percalços inerentes ao processo evolutivo e de apropriação deste lugar tão valioso. A essência feminina pode também errar na medida do julgamento para com seus pares, exagerar na disputa por quem é mais “certa” ou quem defende a bandeira mais “verdadeira”. Essa é a sombra que devemos tentar amenizar na maternidade. Tantas linhas radicais de criação de filhos são apresentadas como verdadeiras correntes filosóficas em que se pode ou não pode um tanto de coisa e que você é banida se não apresentar tal desempenho ou se não conseguir agir como mãe da forma esperada por aquele grupo… Pois bem: isso não faz a força… Estamos em um mundo em que, cada vez mais, tolerar, equilibrar, assumir algumas faltas ou mesmo quem você realmente é pode fazer toda a diferença na família e, consequentemente, na formação das crianças como indivíduos. É um papo super cabeça mesmo ...Mas não podemos ignorar que ficar “obedecendo” um tanto de regras pode nos afastar da nossa essência e, consequentemente, da capacidade de maternar de forma autêntica e coerente com nossa história e nosso coração. Então chegamos a uma necessidade: liberdade de tomar minhas próprias decisões, com discernimento lançando mão das mais diversas teorias acerca da maternidade. Só vou te contar uma coisa: sim!! Você é livre. Você pode saber das teorias, conhecer várias vertentes, conhecer até a si mesma e escolher de qual forma irá agir de acordo com o que está vivendo. Mesmo que aquela filosofia que você super se identificou não defenda isso… você pode. O Tema de Mãe vai ajudar neste sentido: apresentando as mais diversas formas de lidar com os mais diversos assuntos que a maternidade aborda e você vai poder decidir o que fazer, como agir.