
Quando não houver mais o concreto que abrigava as histórias, memórias e vivências, as ruínas falarão? Haverá festa com o que restar daquilo que outrora foi a própria vida cotidiana materializada em uma construção? O que ocorre, quando nem mesmo as próprias ruínas conseguem resistir às alterações dos homens e as marcas do tempo? Recentemente, alguns setores da sociedade cidade de Montes Claros/MG se viram imersos em uma polêmica acerca do patrimônio. O que deve ser preservado? Quais as razões para isso? É possível que o "progresso" avance sem destruir o passado? Só será lembrado aquilo que foi preservado? Como se pode notar, são muitas perguntas que balizam essa temática. Visando enriquecer este debate ( o que não significa dizer solucionar todos estes questionamentos), o historiador @chicoogrande bate um papo com a Arquiteta Ingrid Moura. Nossos pensadores refletem sobre o tema do patrimônio, com o objetivo de demarcar viabilidades práticas para a preservação da memória e da História, para além das ruínas de Moc.