
Estudo do canal Teodidatas sobre o Salmo 74, intitulado "o clamor de um povo que se sente abandonado". Assista também: - Introdução ao Estudo dos Salmos Esboço: 1. O clamor de um povo que se sente abandonado (1-3) 2. A vitória dos adversários (4-8) 3. Aridez espiritual (9) 4. A urgência pela intervenção divina (10-11) 5. Afirmação do governo supremo de Deus (12-16) 6. Clamor final (18-23) Texto: Masquil de Asafe. 1Por que nos rejeitaste para sempre, ó Deus? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas da tua pastagem? 2Lembra-te do povo que adquiriste em tempos passados, da tribo da tua herança que resgataste e do monte Sião, onde habitaste. 3Volta os teus passos para aquelas ruínas perpétuas, para toda a destruição que o inimigo causou no teu santuário. 4Os teus adversários vociferaram no lugar das tuas assembleias conosco e hastearam suas bandeiras em sinal de vitória. 5Pareciam homens armados com machados que invadem um bosque cerrado. 6Com machados e marretas esmigalharam todos os revestimentos de madeira esculpida. 7Atearam fogo ao teu santuário; profanaram a habitação do teu nome, arrasando-a até o chão. 8Disseram no coração: “Vamos acabar com eles!”. Queimaram todos os santuários do país. 9Já não vemos sinais milagrosos; já não há profetas, e nenhum de nós sabe até quando isso continuará. 10Até quando o adversário irá zombar, ó Deus? Será que o inimigo blasfemará contra o teu nome para sempre? 11Por que reténs a tua mão, a tua mão direita? Não fiques de braços cruzados! Destrói-os! 12Contudo, Deus é o meu Rei desde a antiguidade; ele realiza atos de salvação sobre a terra. 13Tu dividiste o mar pelo teu poder; quebraste a cabeça das serpentes das águas. 14Esmagaste as cabeças do Leviatã e o deste por comida às criaturas do deserto. 15Tu abriste fontes e regatos; secaste rios perenes. 16O dia é teu, e tua também é a noite; estabeleceste a lua e o sol. 17Determinaste todas as fronteiras da terra; fizeste o verão e o inverno. 18Lembra-te de como o inimigo tem zombado de ti, ó Senhor, como os insensatos têm blasfemado contra o teu nome. 19Não entregues a vida da tua pomba aos animais selvagens; não te esqueças para sempre da vida do teu povo indefeso. 20Dá atenção à tua aliança, porque de antros de violência se enchem os lugares sombrios do país. 21Não deixes que o oprimido se retire humilhado! Faz que o pobre e o necessitado louvem o teu nome. 22Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; lembra-te de como os insensatos zombam de ti sem cessar. 23Não ignores a gritaria dos teus adversários, o crescente tumulto dos teus inimigos.