
Estudo do canal Teodidatas sobre o Salmo 97, intitulado "o Senhor reina!". Esboço: 1. O Senhor reina com justiça e retidão; toda a sua criação o reverencia (1-6a). 2. Todos os povos reconhecem que o Senhor é o único Deus (6b-7) 3. O povo do Senhor se alegra com o seu reinado sobre toda a terra (8-9) 4. O Senhor recompensará os justos, aqueles que se alegram e louvam o seu santo nome (10-12) Verso-chave: 1 Texto: 1O Senhor reina! Exulte a terra! Alegrem‑se as regiões costeiras mais distantes! 2Nuvens e densa escuridão o cercam; retidão e justiça são a base do seu trono. 3Fogo vai adiante dele e devora os adversários ao redor. 4Os seus relâmpagos iluminam o mundo; a terra os vê e estremece. 5Os montes se derretem como cera diante do Senhor, diante do Soberano de toda a terra. 6Os céus proclamam a sua justiça, e todos os povos contemplam a sua glória. 7Sejam humilhados todos os que adoram imagens e se vangloriam de ídolos. Prostrem‑se diante dele todos os deuses! 8Sião ouve e se alegra, e as cidades de Judá exultam por causa dos teus juízos, Senhor. 9Pois tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra! És exaltado muito acima de todos os deuses! 10Odeiem o mal, vocês que amam ao Senhor, pois ele protege a vida dos seus fiéis e os livra das mãos dos ímpios. 11A luz nasce sobre o justo, e a alegria sobre os retos de coração. 12Alegrem‑se no Senhor, justos, e louvem o seu santo nome Reflexão: 1. É possível estabelecer uma conexão entre os Salmos 97 e 98, pois ambos celebram o fato de que o Senhor reina, e conclamam o seu povo, juntamente com todas as nações da terra, a louvá-lo. 2. Por um lado, a afirmação do governo do Senhor é baseada na contemplação da sua criação. A ordem e a beleza da natureza formam, seguindo o funcionamento normal da nossa mente e do nosso coração, a firme convicção de que existe um Criador que estabeleceu o mundo com sabedoria e que o governa com justiça. 3. Por outro lado, o Salmo 97 alude a algum tipo de evento de proporções cósmicas que reafirma o governo do Senhor. É possível que o salmista estivesse descrevendo de forma poética a queda da Babilônia, em 539 a.C. 4. A Babilônia foi o instrumento de Deus para disciplinar Judá por sua idolatria. Mas, ao mesmo tempo, aquela nação oprimiu o povo de Deus por um período de 70 anos. A queda da Babilônia, assim, restabelece a confiança do salmista na justiça de Deus, leva-o a louvar ao Senhor, e leva-o a convidar não apenas os seus compatriotas, mas todos os povos da terra a adorar e reverenciar o Deus de Israel, assim como o faz toda a criação. 5. Além disso, o juízo de Deus exercido contra uma nação injusta renova a confiança de que ele recompensará os justos, aqueles que se alegram nele e louvam o seu santo nome. 6. Ao celebrar o governo e o triunfo do Senhor, o Salmo 97, inevitavelmente, remete à cruz. Pois foi mediante a morte e a ressurreição de Jesus Cristo que a luz triunfou de forma definitiva sobre os poderes das trevas, e o Deus de Israel pôde verdadeiramente se tornar o Senhor sobre todas as nações. É a cruz que nos torna justos, e que possibilita que sejamos aceitos por Deus e recompensados pelas obras de justiça que o próprio Cristo, pelo poder do Espírito, realiza em nós, e não por nossos próprios méritos.