REDONDANÇAS : PLANETA NADA Vocais: Cláudia O'Connor Preparação vocal: Luciana Lazulli Guitarra em 15-EDO: Chris Vaisvil Synths: Löis Lancaster ... e a viajante cinza Parte em viagem na minha mente cinza. A paisagem ainda indisposta, A mesa não desperta Vistas tomadas da neblina exposta Escondendo a fumaça do próprio café Mulher desconsolada, (pergunta a mente) Aonde vais, ainda mais na tua estada? "A caminho da vila, por vias de fato." Em qualquer estado Não é fácil ver separada A mente e o íntimo Dois estranhos no planeta Nada. Assim que a frase termina Marca à distância um ponto, Eu confiro olhando em volta Como de fato estou no mapa! A surpresa é toda De alguém a seu lado Que flagra incrédula A incrível mudança de paisagem Corpos feitos de linhas, Espaço aberto De par em parágrafo Pro abraço daquelas palavras Maquiadas No escuro do Planeta Nada. E assim segue o estimulacro De empolgante história O desfile de carcaças sem cabeça Contorcendo seu semblante, Que horrendo, querendo dizer Tudo que a carroça atropelou sem ver Ainda bem que somos 20% cheiro Pra essa imagem, num estudo grafada, não ser um inteiro, Não ser tudo no Planeta Nada. Uma nômade sobrevive de pequenas e suaves Primeiras impressões. Quem aspirou sentir quem vem atrás Vislumbra a redondança da viagem - A vila nunca chega - E só ouve em resposta Um bosque de passagem Que silencia, pois ainda não fora usado antes É fundo pras figuras de fala Que postam epístolas Postulando o Planeta Nada. Quem não é cativo É fugitivo no Planeta Nada.