![hAcer seNtir [posdatA].](https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/production/podcast_uploaded_nologo/9953624/9953624-1647886774107-5f7eccc4e077e.jpg)
Sou minha própria luz e escuridão, isso me ensinou a solitude [solidão]. Depois de morrer tantas vezes, poucas coisas me fazem chorar. A verdade é que minha paz assumiu seu caráter inalterável; já não me interessa demonstrar nada a ninguém. E, ainda, que tenha uma carrada de feridas na alma e tantas coisas que perdoar, também não me deixo amedrontar por situações que, com o tempo, poderei solucionar. Choro se tenho que chorar e calo quando tenho que calar, não me estresso se tudo o que amo decide se afastar, o que cada um faz é mui respeitável. Não guardo ressentimentos nem nada que me faça sentir culpável, há coisas na vida que são mais importantes. Depois de tantas cicatrizes já nada é o mesmo; aprendi a ser valente e, agora, sou distinto. Estou só; mas não necessito a qualquer. Não sei por que, mas algumas pessoas preenchem os espaços vazios, enquanto outras enfatizam minha solidão. Em realidade, satisfaz os que me deixam viver com a ideia que tenho deles. Escrevo porque com a língua não chego a lamber as feridas. Escrevo para ter, sempre, um lugar para regressar. 'Não abuses de um coração Nobre; muito provavelmente não voltarão a oferecê-lo.' Música: Agua de Ambato (Preludio) guitarra Jorge Luis Reales.