
O apóstolo João escreve à igreja, tanto no seu evangelho quanto na sua primeira carta, que Jesus é a propiciação pelos pecados de todo o mundo para que este seja salvo por meio dEle (Jo 3:16; 1 Jo 2:2). Percebemos, então, que a salvação e o perdão estão disponíveis para todos, porém, só serão concretizados na vida daqueles que creem na obra salvadora de Cristo Jesus e se arrependem dos seus pecados, assim como fez o ladrão na cruz (Mt 27:38). A salvação é para todos, mas a libertação só é acessível para aqueles que aceitaram o perdão dos seus pecados e se tornaram discípulos de Jesus. Em João 8:31-32, Jesus fala da libertação daqueles que aceitaram a Sua verdade, revelando que, quando O aceitamos, nós recebemos um novo nascimento que nos capacita para sermos uma nova criatura e vivermos a vida abundante que Ele nos prometeu (Jo 10:10). Para isso, é necessário nos posicionarmos e nos apropriarmos de tudo aquilo que foi disponibilizado e conquistado por Jesus na cruz. Do contrário, podemos estar salvos e nunca desfrutarmos da vida abundante que Jesus prometeu. No evangelho de João, Jesus fala a Nicodemos que ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo, nem pode entrar neste lugar se não nascer da água e do Espírito. Isto significa que, ao aceitarmos Jesus, temos a nossa mente transformada, os nossos pensamentos e desejos lavados pela Sua Palavra, o que nos possibilita enxergar o Reino de Deus. Contudo, a entrada neste Reino somente acontece depois do processo de libertação, pelo qual poderemos desfrutar da cultura do céu e de todas as sortes de bençãos enquanto vivermos nessa Terra. Libertação é a desintoxicação do mundo! Existem estruturas e gigantes em nós que são fortalezas de pensamentos corrompidos pelo pecado e pelo sistema caído desse mundo. Essas fortalezas erguidas não vão cair por esforço próprio, mas pelo Espírito, uma vez que não é por força nem por violência, mas pelo Espírito de Deus que venceremos (Zc 4:6). Portanto, cabe a nós obedecermos à voz do Espírito Santo, pois é Ele quem nos ensinará a erguermos altares de santidade, nos ajudará a cortarmos relações com tudo o que nos tenta, nos levará a confessarmos nossos pecados, e a vigiarmos e a orarmos sem cessar, para que tenhamos mais prazer nEle do que nas coisas terrenas. Assim, devemos ter conhecimento que não há nada mais forte do que o Espírito que habita em nós (1 Jo 4:4). Ele é maior do que o mundo, do que os desejos pecaminosos, iniquidades geracionais corrompidas e quaisquer maldições hereditárias. Ele é suficiente para nos curar e nos libertar! Quando confessamos Jesus como nosso Senhor e Salvador, Ele nos liberta da opressão maligna e nos devolve o poder de decisão. Devemos, portanto, decidir investir tempo com Deus do mesmo modo que outrora gastávamos nossa vida no pecado que nos levava à morte, dedicando nossa vida para conhecê-Lo e mergulhar nEle (Ro 6:17-23).