
Em Gênesis 14:18, encontramos o relato de Abraão oferecendo o seu dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, logo após regressar da matança dos reis. Ao apresentar o seu dízimo, ele recebeu a benção do rei, que também era sacerdote do Deus Altíssimo. Abraão considerou que tudo o quanto tinha e a qualidade da sua vida – que eram tão superiores a dos demais que viviam ao seu redor – advinham de Deus. Dessa forma, por meio da fé, ele devolveu o dízimo de seus bens ao Rei da justiça e da paz, expressando sua gratidão e temor. A Bíblia é clara quando nos diz que o dízimo e as ofertas são um ato de obediência a Deus. Essa ordenança esteve no tempo dos Patriarcas, no tempo da Lei, e se faz presente agora, no período da graça, permanecendo um ponto muito importante no relacionamento entre o Senhor e Seus filhos. Conforme está descrito em Malaquias 3:10, a igreja em que congregamos é o único local apropriado para praticarmos esse ato. Essa prática é a característica de todo cristão que teve um encontro real com o Senhor, cuja finalidade é o exercício da fé. Quando dizimamos e ofertamos, declaramos no mundo espiritual e também no mundo natural que cremos que todo o nosso sustento vem do Senhor e não meramente da força do nosso braço. Assim, devemos a Ele quem somos e o que temos, pois o Senhor não deseja o nosso dinheiro, mas sim o nosso coração. Como qualquer outra ordenança, essa ação tem consequências boas ou ruins. Quando praticamos o dizimar e o ofertar, por exemplo, o Senhor tem para nós toda sorte de bênçãos que podemos imaginar, permeando todas as áreas das nossas vidas. Mas se retermos aquilo que deveria ser de Deus, a benção, que estava prometida para nós, se torna em maldição, porque estamos subtraindo aquilo que pertence ao altar de Deus. Temos por definição bíblica que dízimo é algo santo, e “santo” significa “algo separado”. O dízimo, que se caracteriza como a décima parte de tudo o que ganhamos para nosso sustento, precisa ser separado ao Senhor, santificado. Quando aprendemos que o dízimo e a oferta são práticas de adoração e devoção a Deus, não achamos outra utilidade para essa quantia senão oferecê-la no altar da forma que o Senhor nos pede, pois não há outra maneira de expressarmos o quão obedientes somos ao Senhor senão dando a Ele tudo o que Ele nos pede.