
Naquela noite na varanda amarela, ela, nem feia, nem bela, de Cleópatra fantasiada, desvairada, numa dança efervescente me tascou uma língua invasora que pela minha boca rodopiou, centrifugando como um liquidificador fez borbulhas de mal amor que não conseguiram me encantar, minha língua, perdida numa esgrima defensiva se viu tonta a girar num carrossel, não sabia o que era chão e o que era céu da boca daquela louca, minha língua, confusa com um refelxo sem espelho foi dormir bêbada no trilho do aparelho daquela louca que deu o meu primeiro beijo na boca Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.