
Felipe Curi, candidato do PP a deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, conversa com a jornalista Márcia Pinho sobre sua trajetória e as propostas que pretende apresentar no Congresso Nacional. O delegado conta que decidiu seguir carreira na segurança pública após perder o pai em um latrocínio e relembra seus 20 anos de atuação na Polícia Civil, incluindo operações, investigações e cargos de comando. Ex-secretário de Polícia Civil, Curi explica por que deixou temporariamente a instituição para disputar uma vaga em Brasília. Segundo ele, a experiência policial mostrou que o enfrentamento ao crime organizado também exige mudanças nas legislações penal, processual penal e de execução penal. O candidato apresenta 17 projetos elaborados como compromissos de campanha. Entre as propostas estão penas mais rígidas para quem porta fuzil, restrições a benefícios para criminosos habituais, maior segurança jurídica para agentes em legítima defesa, contratação de policiais e flexibilização da compra de equipamentos com fiscalização dos órgãos de controle. Durante a entrevista, Curi também avalia as UPPs, a expansão territorial das facções, a Operação Contenção e as dificuldades enfrentadas pelas forças estaduais. Para o candidato, a legislação precisa acompanhar as transformações do crime organizado e fazer com que “o medo mude de lado”.