
“É uma situação dramática. Duzentos e oitenta e cinco mil, cento e trinta e seis mortos. Duas mil, setecentas e trinta e seis mortes nas últimas vinte e quatro horas. E o Brasil vivendo um estrangulamento do seu sistema de saúde. Nós chegamos a esse ponto porque temos um presidente da República delinquente. Um presidente da República a quem foi oferecido um lote de 70 milhões de vacinas, pela empresa Pfizer, e ele dispensou. Um presidente cujo ministro da Saúde recebeu e-mail pedindo que fosse mandado oxigênio para Manaus, e eles não tomaram conhecimento, não mandaram oxigênio para Manaus, onde as pessoas morreram sufocadas. Um presidente que solapou o distanciamento social: saía às ruas aos finais de semana, sem máscara e depois falou mal da máscara. Agora, quando o Brasil precisa de medidas mais fortes de distanciamento social, ele novamente ataca, diz que, se fizer lockdown, ele não se elege. Então qual é o foco? É a sua eleição ou a saúde e a vida? Ele é um genocida.” Esse é o diagnóstico feito pelo deputado federal Paulo Teixeira, que falou ao TUTAMÉIA horas depois de ter sido verbalmente agredido e ameaçado por deputados bolsonaristas na reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Teixeira, do PT de São Paulo, atraiu a ira dos governistas por ter apresentado o quadro de desastre do país, a mortandade sem precedentes, e dito que Bolsonaro, responsável pela tragédia, é um genocida.