
“O cenário da pandemia no Brasil é muito grave. Nós ainda passaremos por num grande agravamento da situação. Oficialmente, são cerca de nove milhões de brasileiros infectados; ou seja, mesmo se, considerando a subnotificação, a gente triplique esse número, são 27 milhões; então estamos falando aí de mais de 180 milhões de brasileiros suscetíveis ainda à pandemia. Temos Carnaval se aproximando; depois chegam o outono e o inverno, que facilitam a transmissão. A pandemia se espalha pelo país em ritmos e momentos distintos. Nesse momento, está muito crítica em quase todo o país.” Essa é a avaliação que faz, em entrevista a Eleonora e Rodolfo, do TUTAMÉIA, o médico sanitarista e professor universitário Arthur Chioro, ministro da Saúde no segundo governo Dilma. A causa desse quadro é assim resumida por ele: “O maior responsável por tudo isso é o criminoso-mor, não há outra expressão, que é o presidente da República. Ele se colocou como o pior inimigo –não é o coronavírus, não é a ignorância, porque, na verdade, ele é o grande fabricador, estimulador dessa desorganização, dessa resposta insuficiente, desqualificada, criminosa, sem empatia, sem responsabilidade, sem nenhum respeito pela vida.”