
“As condições são muito difíceis. Elas exigem que a gente não se conforme com elas. Nos campos de concentração, Walter Benjamin criava clubes de leitura, de debates. Ele criou um foco de civilização no meio da barbárie. Acho que somos capazes disso. As condições são muito graves e, por isso, elas exigem muito. É hora de começar a inventar. Nós vamos ter que dar o melhor de nós”. As palavras são da psicanalista, jornalista e escritora Maria Rita Kehl ao TUTAMÉIA. Para ela, o filósofo do cotidiano dessa pandemia deveria ser o Profeta Gentileza, que escrevia nas ruas do Rio Janeiro a frase: “Gentileza Gera Gentileza, amor à natureza”. “Essa frase deveria ser o lema de todas as pessoas progressistas ou mesmo de centro, basta que elas não sejam adeptas do coiso. Deveria ser o nosso lema nessa pandemia”. Confira a entrevista completa.