
Nas periferias de São Paulo se vive um clima de salve-se quem puder. Há um colapso total no atendimento à saúde. O que vigora é desinformação, falta de vagas, de oxigênio, de medicamentos. Fome, desemprego e desorientação fazem parte do cotidiano. “As pessoas estão alugando aqueles cilindros de gás para pessoas que não estão hospitalizadas. Estão pagando do bolso 300, 400 reais por dia por um cilindro médio, do tamanho de um extintor de incêndio. Ficam calculando a vazão do gás na mão, sem as técnicas hospitalares”, afirma Adriano Diogo a Eleonora e Rodolfo, do TUTAMÉIA. Geólogo, histórico militante em defesa dos direitos humanos, ex-deputado estadual pelo PT de São Paulo, ele presidiu a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva. Nos últimos tempos, tem publicado nas redes sociais relatos do impacto na pandemia nas periferias paulistanas. Informa sobre a morte de militantes de esquerda, lideranças populares e da sociedade civil.