
“É uma marca histórica, 160 anos. Infelizmente, a gente chega a essa data sob um risco muito grande. O que temos visto depois do golpe contra a presidenta Dilma, no governo Michel Temer e, sem dúvida, de forma muito mais avassaladora, no governo de Bolsonaro, é o esvaziamento da instituição. Há a venda de seus ativos, inviabilizando que ela cumpra o seu papel de banco público, da prestação de serviços. É um processo de esvaziamento bastante contundente, em que se vê claramente um caminho que leva à privatização”. Essa é a avaliação que faz Maria Fernanda Ramos Coelho, presidenta da Caixa Econômica Federal de 2006 a 2011 (governos Lula e Dilma), em entrevista a Eleonora e Rodolfo, do TUTAMÉIA, nesta terça-feira, 12 de janeiro, quando a instituição completou 160 anos, dia marcado por manifestações de seus funcionários em defesa da empresa.