
“A pandemia aponta tendências contraditórias. Por um lado, reforça a desigualdade. A pandemia acentua problemas não apenas sanitários, mas sociais e econômicos. Quando se diz que estamos todos no mesmo barco, alguns estão na terceira classe e outros têm a primeira salvação. Por outro lado, acho que há uma potencialidade disso tudo, que é a [consciência da] importância dos serviços públicos, a importância do interesse público. E a interligação entre tudo.” É a reflexão que faz o filósofo e historiador português João Luís Lisboa, catedrático da Universidade Nova de Lisboa, que falou a Eleonora e Rodolfo, do TUTAMÉIA, sobre o quadro político de Portugal às vésperas da eleição para presidente da República, que acontece neste domingo (24.1). Falou sobre o impacto do agravamento da pandemia ocorrido nas últimas semanas, a posição da esquerda no parlamento, as posições dos diversos partidos políticos e ascensão do partido de extrema direita –que, apesar de relativamente pequeno, é ruidoso.