
“Mesmo no meio desse furdunço todo que nós estamos vivendo e dessas condições tão horrorosas, a gente acaba tendo de falar de Beethoven porque, num certo sentido, falar de Beethoven é falar de nós, do que nós somos”, diz ao TUTAMÉIA o jornalista Irineu Franco Perpetuo ao comentar a trajetória e a obra do compositor alemão quando se completam 250 anos de seu nascimento. “Beethoven é um dos ícones que definem nossa cultura. A cultura, que está sendo tão criminalizada e atacada nesta época, nessa variante bufa e trágica do fascismo que a gente está tendo o desprazer de viver, dentro desse bem simbólico chamado cultura, que nos define, que é o que nos separa dos outros animaizinhos, uma das personalidades principais é Beethoven. A gente pode pôr a música de Beethoven ao lado das obras de Shakespeare, da Capela Sistina, da Acrópole, da Ilíada, da Odisseia. Quando a gente tiver de fazer um cânone da nossa cultura vai entrar Beethoven.”