
“Estamos numa situação muito grave na pandemia. Apesar das medidas adotadas em alguns estados, nós não teremos ainda, porque o ritmo de vacinação está muito lento e porque as restrições são parciais, são desestimuladas com frequência pelos governantes –especialmente o federal–, não teremos ainda uma queda significativa no número de infectados no Brasil. Isso significa que nós teremos ainda de atravessar um mês de abril muito duro. O primeiro semestre todo será muito duro.” Essa é avaliação do médico pneumologista Ubiratan de Paula Santos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e presidente do Conselho Superior da Sociologia e Política – Escola de Humanidades (FESPSP). Em entrevista a Eleonora e Rodolfo, do TUTAMÉIA, ela fala sobre a situação que vive em seu consultório, comenta mudança de posição da categoria médica sobre o governo federal e aponta quem considera o principal responsável pela disseminação da pandemia no país na proporção que vivemos.