
“No confronto entre o presidente e as vontades corporativas, as corporações venceram. Estão saindo bem desse jogo de cena. Aparentemente, o Exército está limpinho em relação à pandemia. É difícil imaginar que não haja muita pegadinha nessa história. Essa substituição de comando passou como se as corporações resistissem ao Bolsonaro. Como se Bolsonaro não fosse fruto da atividade corporativa, como se as corporações estivessem dissociadas do governo que nós temos. E não estão”. A análise é do historiador Manuel Domingos Neto a Eleonora e Rodolfo, do TUTAMÉIA. Doutor pela Universidade de Paris e especializado em questões militares, ele avalia que a mudança no comando militar “foi uma operação visando salvaguardar a imagem da corporação, uma tentativa de dissociar, de tirar a responsabilidade do Exército dessa catástrofe que estamos vivendo. Parece que foi uma jogada de marketing”.