
Sonny Rollins, "Freedom Suite", é um dos álbuns de protestos mais icônicos, porém pouco lembrado, já que o protesto sempre esteve mais associado ao canto. Depois desse álbum vieram outros também na linha do free jazz, como alguns trabalhos do Archie Sheep. Sim, "Freedom Suite" é um dos álbuns introdutórios do free jazz, sim senhor. Ainda não completamente free jazz, ainda com muita melodia, uma estrutura no meio, mas uma certa crueza, liberdade, quebras melódicas, a primeira parte compõe todo um “caos”. O protesto do Rollins no caso do disco difere do protesto de Archie ou de outros, pois esses são mais diretos na “mensagem” (não gosto da palavra), no nome das faixas, nas referências, mas Rollins quis ser direto, sim, e ele consegue. O feeling é político, e tão político foi o projeto do álbum que Riverside, quando lançou, mudou o nome para Shadow Waltz, fazendo referência a um dos Standards que o Rollins toca no lado B. Um disco lindo com um trio de sax (Sonny Rollins), bateria (Max Roach) e baixo (Oscar Pettiford). Jazz sem piano, como nos primeiros discos do Ornette Coleman. Bora lá dar o play? Músicas King Oliver's Creole Jazz Band (Canal Street Blues) Original Dixieland Jass Band (Livery Stable Blues) Duke Ellington - Caravan Salt Peanuts Dizzy (Gillespie e Charille Parker) St. Thomas (Sonny Rollins) You Don´t Know What Love Is (Sonny Rollins) The Freedom Suite Someday I'll Find You Will You Still Be Mine Till There Was You Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz Direção: Newman Costa Edição: Felipe Caldo Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia Arte: CRIO.LAH Segue a gente lá no insta: @umpaposobresom Produção: Baioque Conteúdo Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz Direção: Newman Costa Edição: Felipe Caldo Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia Arte: CRIO.LAH