
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) e Jorge de Sena (1919-1978) Dois poetas fundamentais do final do século XX, cada um a seu modo revela faces do que é ser português, projetando-se num universal. Sophia produz uma obra de amplo espectro temático, indo dos elementos míticos e mitológicos, com evocação à Grécia e aos ideários helenísticos, à crítica social, no contexto da Revolução dos Cravos. Jorge de Sena, por sua vez, projeta Portugal num misto de sonho e desilusão, se não se reconhece na pátria da qual se afastou, também não consegue se desvencilhar de todo, tornando-se um estrangeiro de toda parte. por Ricardo Luigui Zivko e Vinícius Ricardo Otelakoski Vidoto