
No episódio de hoje, continuando o caleidoscópio pessoano, e em associação com o lançamento do filme de João Botelho "O ano da morte de Ricardo Reis", baseado no romance de José Saramago, entraremos na visão do heterônimo Ricardo Reis, a partir da leitura de um dos seus poemas mais famosos: "Ouvi contar que outrora quando a Pérsia". Nele, teremos a síntese subvertida das duas correntes filosóficas gregas que Reis segue a seu modo: o Epicurismo e o Estoicismo. Além disso, veremos como funciona o "egoísmo" reisiano que nos mostra o papel da indiferença nas relações humanas.