
Ao refletir sobre um aspecto comum da condição humana, a fragilidade, me pergunto se não existirá uma espécie de pedagogia à qual chamar “pedagogia da fragilidade”? De fato a pedagogia tem como critério fundamental ter imaginado em algum momento de sua história que aprender é algo simples, salvo algumas exceções que devem passar por processos de exclusão ou de inclusão, como se em verdade aprender fosse algo natural. Porém, me pergunto também se não é certo que, na realidade, aquelas coisas que de verdade importam na vida todos somos igualmente frágeis para aprendê-las. Ninguém nasce com nenhuma capacidade para aprender o amor, a dor, a morte, e, portanto há uma fragilidade comum e que toda pedagogia deveria ensinar a atender. Acredito que não há possibilidade de vínculo essencial entre as pessoas se elas não se confessam mutuamente o que não podem, o que não sabem, o que não tem, o que são incapazes, embora possam chegar a tê-lo, sabê-lo, querê-lo e desejá-lo. Mediação: Adriana Fresquet – curadora Temática Educação | RJ