
Uma vida pobre em sentido nos deixa famintos, almas famintas podem ser devoradas por aquilo que aparentar trazer alívio imediato ao desprazer agudo. Projetamos em algo ou alguém a imagem do nosso salvador (também conhecido por “Lá”- onde eu quero chegar). Aquele ou aquilo que emergirá nos absolvendo de todos os nossos pecados e nos levará de forma irrevogável ao paraíso. No fundo esperamos uma solução mágica, total e absoluta para todas as nossas mazelas: e é nesse momento que nossa alma pode ser capturada. Que podemos cair em uma armadilha. “ A gente está muito acostumado a identificar a falta, mas não os excessos. Foi a falta de instinto para reconhecer as armadilhas, para saber quando basta, para criar limites para a defesa da saúde e do bem estar. Para entender que os excessos quebram alguns ossinhos psíquicos, depois outros maiores. Até que finalmente todo o esqueleto de sustentação da Psiqué cai por terra e a pessoa vira uma massa amorfa em vez de uma força poderosa.” Se a satisfação do seu desejo aumenta a fome de sua alma: não vale a pena.